segunda-feira, 28 de junho de 2010

Envio esta carta porque nunca mais quero você na minha frente. E dessa vez falo sério. Nunca mais quero ouvir a sua voz, mesmo que seja se derramando em desculpas. Nunca mais quero ver a sua cara, nem que seja se debulhando em lágrimas arrependidas. Quero que você suma do meu contato, igual a um vírus ao qual já estou imune.
A verdade é que me enchi. De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia, o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Como nos permitimos deixar nosso amor acabar nesse estado, vendido e desconfiado. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser. Não quero mais nada que exista no mundo por sua interferência. Não quero mais rastros de você no meu banheiro.
Assim, CHEGA! Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar? O tédio a dois - essa é a minha parte no negócio? Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando. Mas antes faço questão de te dizer três coisas.
Primeira: você não é tão interessante quanto pensa. Não mesmo. Tive bem mais decepções do que surpresas durante o tempo em que estivemos juntos.
Segunda: não vou sentir falta do teu corpo. Já tive melhores, posso ter novamente, provavelmente terei.(Possivelmente ainda esta semana)
Terceira: fiquei com um certo nojo de você. Não sei por quê, mas sua lembrança, hoje, me dá asco. Quando eu quiser dar uma emagrecida, vou voltar a pensar em você por uns dias.

Bom, era isso. Espero que esta carta consiga levantar você do estado deplorável em que se encontra. Mentira. Não espero nenhum efeito desta carta, em você, porque, aí, veria-me torcendo pela sua morte. Por remorso. E como já disse, e repito, para deixar o mais claro possível, nunca mais quero saber de você.

Se, agora, isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.

Adeus, graças a Deus.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um ano depois...

- Após um bom tempo sem postar, quase um ano para ser mais exata. Estou aqui de novo. Ver outras pessoas postarem me motivou a voltar a escrever aqui. Tem gente que acha que todo tempo é pouco e que em apenas um ano, uma vida não pode mudar. Talvez seja diferente pra mim. Tudo aconteceu tão rápido, quando eu menos imaginava, estava envolvida. Parecia que não ia acontecer comigo, mas o amor pega a gente de surpresa. Passei os melhores e os piores momentos da minha vida em um ano, e ainda passo. Todo dia é dia de alegria, dia de tristeza, dia que eu fico puta com muita coisa, ou dia que me desfaço em lágrimas. Sempre me disseram que chorar não valia a pena. Hoje fico na dúvida se vale o alívio que surgem após ''molharmos o travesseiro''. Não digo que é a solução, mas se você tem vontade de fazer algo, FAÇA. Por mais insana que seja, só não se arrependa depois. Não precisa sentir orgulho ou vergonha, apenas assuma que fez, e que mesmo que não tenha tomado a melhor atitude para aquele momento, você fez algo, não ficou esperando que a resposta caisse do céu ou que outro alguem fizesse. Talvez seja esse o grande problema, esperar que um outro alguém tome uma atitude, algo que você deseja que ele faça, mas nem sempre as pessoas fazem o que esperamos, por isso, o ideal é não esperar nada de ninguém.